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Thursday, May 29, 2008

Nike no Vasco da Gama

Nota prévia: um bom funcionário não julga as pessoas pelo facto destas estarem vestidas de fato ou de calças de ganga e t-shirt.

Comprei um kit Nike+ na loja Nike do centro comercial Vasco da Gama.

O F. também lá comprou um.

Como ele corre bastante, eventualmente a bateria ficou sem carga e o kit deixou de funcionar. Ele foi lá e comprou outro.

Há cerca de uma semana foi lá e comprou outro para oferecer a um amigo.

Infelizmente, este último kit não funciona devidamente e vai-se desligando a meio da corrida.

Fomos então à loja onde, em conjunto, já compramos 4 kits Nike+, roupa, ténis e outro tipo de equipamento, com o talão que lhe deram aquando da compra do kit defeituoso.

Quando fomos atendidos e dissemos ao que vínhamos, a funcionária foi ao armazém chamar outro funcionário.

Tornámos a dizer o mesmo e o sujeito disse:

- Para lhe trocar o kit preciso que me traga o iPod.

- Como?

- Preciso que me traga o iPod para testar.

Eu interrompi a conversa e disse:

- Você não vai receber aqui o iPod, porque este kit foi oferta a uma pessoa que vive noutra cidade.

Seguiu-se uma discussão com o sujeito a insistir que tínhamos que levar lá o iPod para ele testar e connosco a dizer que não faz sentido nenhum ele necessitar de equipamento nosso para testar um produto que ele vende e que não o iríamos fazer.

A paciência esgotou-se rapidamente e o F. disse:

- Quero falar com o chefe.

- Sou eu.

- Não. Há alguém acima de si, e é com esse alguém que eu quero falar.

- Pois, mas ele não está cá.

- Mas eu quero falar com ele.

- Mas tem que passar por mim.

- Arranje maneira de eu falar com ele.

O tipo acabou por anotar o número de telemóvel do F. e ficou de lhe ligar para marcar com ele uma hora para falar com o chefe (mas o chefe a sério).

Com tudo isto, a loja perdeu e ganhou...

Perdeu dois clientes para sempre...

Ganhou uma bela duma confusão, porque isto não fica assim...

O dia de amanhã vai começar com um telefonema para a DECO (808 200 145 ou 21 841 08 58) e deverá continuar com uma nova visita à loja, muito possivelmente com a companhia de um agente da autoridade.

Aos leitores deste blog, fica a recomendação:

- Não comprem nada na Nike do Vasco da Gama, ou...

- Se tiverem problema com algum produto e necessitarem fazer uma troca, vão de fato, e não de calças de ganga e t-shirt, porque parece que é pela imagem que lá se julga a integridade das pessoas.

Pessoalmente, a minha vontade é lá levar um iPod e obrigar o sujeito a testar o kit, porque para isso ele vai ter que calçar uns ténis e ir dar uma corrida. Gostava especialmente de o fazer na presença do chefe dele.

Tuesday, April 24, 2007

Perder um cliente, em cinco actos

Acto #1: Pedido de orçamento para viagem a Houston. Resposta a dizer que custa cerca de 1100 euros.

Acto #2: Pedido de reserva da viagem.

Acto #3: Agência de viagens diz que aquela já não dá e que o melhor preço que há agora é de cerca de 1800 euros.

Acto #4: Dá-me uma coisinha má, vou à net e marco a viagem por 717 euros (já com taxas). Envio mail a dizer que na net há mais barato e digo inclusivé qual é a airline.

Acto #5: A agência envia novo preço: 850 euros! A airline? Aquela que eu mencionei. Os voos? Precisamente os mesmo aviões para os quais eu já tenho reserva.

Bom, compreende-se a diferença 717 - 850, porque uma empresa é virtual (online) e não tem os mesmos custos da outra. Até aí, tudo bem.

Agora...

Na minha opinião, a ideia de utilizar uma agência de viagens é, precisamente, a de serem eles a ter o trabalho de encontrar os melhores preços, as melhores condições e de tratar de tudo, não?

Esta já deve ser a quinta vez que temos uma má experiência com esta agência.

E porque é que ainda não mudamos, dizem vocês?

Bem, eles pediram imensa desculpa e mudaram a nossa gestora de conta.

Aparentemente, o problema não estava na pessoa, mas no funcionamento da agência.

Estou curioso para ver o que acontece... Eles é que não sabem que agora vão ter que lidar com uma fera furiosa...

Não, não sou eu O:-)

E não, não temos um tigre numa jaula só para estas ocasiões especiais. Temos é alguém que tem tratado de toda a interacção com a agência até hoje e que os acaba de intimar para uma reunião.

Estou curioso sobre o desenrolar da situação... :-)

Tuesday, July 11, 2006

60 minutos

Não, não estou a falar do programa de televisão.

Estou mesmo a falar do tempo que fiquei à espera de uma consulta na Medicar.

Estava marcado para as 09:15.

Cheguei lá às 09:10.

Mandaram-me esperar.

Chamaram-me às 09:45.

Perguntaram-me novamente os meus dados pessoais (nome, data de nascimento, profissão, etc.) em voz alta (que é para toda a gente ouvir) só mesmo para os confirmar. (eu compreendo que a minha profissão possa mudar entre duas consultas, mas a minha data de nascimento?)

A pessoa atrás do balcão disse, com voz pouco simpática:

- Esteve de baixa ou tem algum problema?

- Não estive de baixa, tenho é dores nos pulsos.

- Trouxe resultados de exames?

- Não, não trouxe.

- Mas devia. Ainda não fez exames?

- Não.

Aliás, a minha ideia em ir lá era precisamente que me dissessem que exames fazer, onde e como.

Voltaram-me a dizer que esperasse.

Meia hora depois, liguei para a log (onde trabalho) e pedi que me confirmassem a hora da consulta (não me tivesse eu enganado).

Exacto, era mesmo às 09:15.

Levantei-me, fui novamente à recepção, e disse:

- Eu vou-me embora.

- Mas o doutor já o vai atender, é só sair a pessoa que está lá dentro. É já a seguir.

- Mesmo assim, eu vou embora, que tenho outros compromissos.

Mas eis que o paciente anterior sai e a senhora manda outra pessoa ver se o doutor me pode atender, dando-lhe ainda uma indicação extra:

- Diz que é uma consulta pontual a pedido da entidade patronal.

A rapariga vai, fala com o doutor, e volta para me dizer:

- A baixa foi superior a trinta dias?

- Eu não estive de baixa...

E acho que ela ainda começou a formular outra pergunta, enquanto eu me questionava: "Mas que vem a ser isto? O médico mandou-lhe fazer perguntas para quê? Para decidir se me atende agora ou me manda esperar mais um bocado? Será que se a baixa for superior a trinta dias ele assume que não me importo de esperar mais trinta minutos?"

Mas no entretanto a outra senhora tomou a iniciativa de se pôr a pé e ir falar directamente com o doutor.

Passados uns minutos lá estava eu dentro da sala, a ser atendido. Ou deverei dizer... repreendido?

Tudo bem, tenho um problema há cerca de dois anos e só agora fui tratar dele. Repetir várias vezes que já devia ter tratado do assunto, vai mudar alguma coisa? Vai fazer com que da próxima eu me apresse? Não, não vai! Qual vai ser a minha motivação em ir lá novamente?

Enfim, meia hora depois lá saí, com uma série de conselhos que já conhecia (sim, porque eu posso não ter ido ao médico, mas pelo menos informei-me e até promovi uma reunião sobre o assunto no ano passado, à qual compareceram umas cinquenta pessoas com problemas semelhantes que partilharam as suas histórias) e com a prova de que o médico não sabe muito de informática...

Trouxe também uma carta para entregar ao meu médico de família.

Ah, e a pérola:

- Se for a um especialista ou se lhe for diagnosticada alguma coisa, tem que vir cá dar-me conhecimento.

Eu até acenei com a cabeça e disse "certo", mas agora que penso nisso... ir lá para quê? Para esperar mais sessenta minutos?